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Cinfães - Douro
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foto Cinfães

O concelho de Cinfães, do distrito de Viseu, ocupa uma área de 241,3 km2 e abrange 17 freguesias: Alhões, Bustelo, Cinfães, Espadanedo, Ferreiros de Tendais, Fornelos, Gralheira, Moimenta, Nespereira, Oliveira do Douro, Ramires, Santiago de Piães, São Cristóvão de Nogueira, Souselo, Tarouquela, Tendais e Travanca.
Este concelho apresentava em 2001 um total de 22 424 habitantes.
O concelho encontra-se limitado a norte pelos concelhos de Marco de Canaveses e Baião, ambos no distrito do Porto a este por Resende, a oeste pelo concelho de Castelo de Paiva (distrito de Aveiro), a sudeste por Castro Daire e a sul por Arouca (distrito de Aveiro) e Castro de Aire.
Possui um clima marítimo de transição, em que a disposição dos maciços montanhosos permite a penetração de ar marítimo, sendo estas áreas geralmente mais chuvosas e amenas do que as mais interiores.
A sua morfologia é acidentada, destacando-se como área de maior altitude a serra de Montemuro, que se estende progressivamente no sentido nascente-poente, num comprimento total de 40 quilómetros, atingindo uma altitude máxima de 1332 metros. Desta elevação de terreno nascem outras elevações montanhosas, como o Mosteiro (601 m), Castro Daire (799 m) e a Fraga da Venda (1222 m), e vales profundos, deixando a descoberto cabeços e píncaros.
Como recursos hídricos, pode referir-se o rio Paiva, o rio Bestança, o rio Cabrum, o rio Mau, o rio Douro, o ribeiro de Sampaio e a ribeira de Enxedrou.

Os documentos relativos a estas terras reportam ao século X. Recentemente Cinfães terá visto crescer a sua importância devido aos vestígios abundantes da Pré e da Proto-História.
Terá sido o centro das Terras de Ribadouro, das quais Egas Moniz tinha o senhorio.
Recebeu foral, em 1513 outorgado por D. Manuel.
A nível do património arquitectónico destacam-se a Igreja e o Convento de Santa Maria Maior, em Tarouquela. Neste convento, do século XII, guarda-se a regra de Sto. Agostinho, de Egas Moniz e de D. Teresa Afonso. Posteriormente, o convento passou para a Ordem de S. Bento, sendo no século XVI transferido para o Porto, subsistindo apenas a igreja, do século XII. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Natividade, em Escamarão, é também um monumento que merece referência: é românico-gótica, em que se evidenciam as cantarias lavradas dos portais, do arco triunfal e da fresta de iluminação da cabeceira, apresentando num altar lateral azulejos e restos de frescos.
Destaca-se ainda o Santuário do Senhor dos Enfermos, que é de devoção mariana e centro de promessas. O conjunto é formado por capela, cemitério, casa de irmandade e casa das esmolas. Podem observar-se imagens de santos e no adro dois coretos. Neste santuário realizam-se romarias e procissões no sábado e no domingo de Pentecostes.

Das manifestações culturais e populares, são de destacar a feira de Cinfães, realizada nos dias 10 e 26 de cada mês; a festa de S. João, a 24 de Junho; a festa de Nossa Senhora de Todos os Remédios, no último domingo de Agosto; a feira do Couto, a 14 e 28 de cada mês; a feira franca de Nespereira, a 6 de Agosto, e a feira das Portas de Montemuro, realizada anualmente, no terceiro domingo de Agosto.
A nível de artesanato serão de referir as croças, as caroças, as palhoças ou capuchas, que são abrigos feitos em junco para a protecção das chuvas, os trabalhos de tamancaria e as miniaturas em madeira.
Como instalação cultural destaca-se o Museu Serpa Pinto.
Como curiosidade é de referenciar a aldeia de Gralheira, que é das mais pitorescas aldeias serranas do concelho e do distrito. Localizada na serra do Montemuro, o seu isolamento durante séculos manteve-a, por isso, impermeável às modificações dos hábitos comunitários, imbuídos de extrema ruralidade.

No concelho predominam as actividades ligadas ao sector terciário, seguidas pelas do secundário, tendo o primário um peso relativamente mais baixo, apesar de ser nestas terras que se produz o famoso vinho do Porto.
Na agricultura, as culturas de maior importância são as ligadas aos cultivos de cereais para grão, leguminosas secas para grão, prados temporários, culturas forrageiras, batata, prados, pastagens permanentes e vinha. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de aves, coelhos e ovinos. Cerca de 28,7% (1056 ha) do seu território são cobertos de floresta.

 

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