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Murtosa
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foto Murtosa

Murtosa é uma vila portuguesa, situada no Distrito de Aveiro, região Centro e subregião do Baixo Vouga, com cerca de 3 100 habitantes.

É sede de um pequeno município com 73,65 km² de área e 9 458 habitantes (2001), subdividido em 4 freguesias. O município é dividido em dois pelo braço norte da ria de Aveiro. O território principal, onde se localiza a vila, é limitado a nordeste pelo município de Estarreja e a sul liga-se aos municípios de Albergaria-a-Velha e Aveiro através da ria de Aveiro, que também o rodeia a ocidente. O território secundário é limitado a norte, por terra, pelo município de Ovar e a sul pelo de Aveiro, e tem litoral na ria de Aveiro a leste e no oceano Atlântico a oeste. O concelho foi criado em 1926 por desmembramento de Estarreja.


Murtosa ou Murtoza?

A origem do nome deste concelho é por vezes um grande tema de discussão. Isto, porque a sua palavra primitiva sofreu grandes alterações com a evolução da língua portuguesa.

A história conta que esta era uma terra de «fogo morto»; terra de «foco mortuo»; terra mortua; terra mortuosa; terra mortosa; mortosa; murtosa.

Mortaus; mortua, morta ou myrtus; murtus, ; murta, que topónimo Murtosa foi buscar, originalmente, o étimo provável da sua formação?

Dizia-se casal de fogo morto o que estava desabitado e onde o lume se apagara; e por generalização : toda a terra inculta ou despovoada.

Na baixa latinidade, até D. Dinis, e em todos os documentos: terra de focuo-mortuo. Alterando-se a grafia, a seguir, para vulgar, a forma: terra mortua que, em sentido colectivo pelo reforçamento do sufixo OSA, nos apareceu transportada em terra mortuosa.

Vocábulo este que a crise e a fonética aligeirara : terra mortusa - Mortosa.
Nos velhos manuscritos que vão passando, o topónimo do nosso apadrinhamento surge, a cada passo, diferentemente grafado até nos próprios documentos oficiais:- Mortooza; Morttoza; Mortoza; Murtooza; Murtoza; Murtuoza.

Para leis da fonética, é vulgaríssima conversão da vogal átona O em U, e na grafia arcaica, com frequência, se duplicavam as vogais tónicas. Assim se teria descaído em MURTOSA.

Terra morta, planura desolada, quase sem vida vegetativa, que os vendavais, cruéis e assoladores, batiam mais amuide na freima costa recortada.

Esta designação de «terra morta», deve-se ao facto desta zona ser denominada de Beira-marinha, são integralmente uniformes e homogéneas na associação dos caracteres da sua estrutura geológica e étnica. A mesma harmonia as confunde em todos os detalhes do seu conjunto. Até o seu revestimento vegetal é de perfeito aspecto similar. E incluem-se na divisa cenezoica de formação moderna. De natureza sedimentar, emergem hoje no antigo golfo marítimo, de reintrância ainda hoje bem definida, sob a acção de poderosas forças, erosivas e construtivas.

No tempo de Afonso III eram simples afloramentos arenosos, distendidos em medois e cabedelos, farto manto de junças. Escoadoiros barrento. Esteiros, sapães e atoleiros. Ínsoas, lagoas, charcos, ilhotas, canais e ribeiros. Faixas alagadiças e empapadas das vasas aluvianares.

Marinha e ria - enquadramento de maravilhosa traça fisionómica que corda de areia fulva veio fechar, depois, até Mira às iras oceânicas e a muralha esborcinada do paleozoico cintou a nascente. Perspectiva onde os olhos se nos ficam a abeberar-se na perturbante magia dos seus panoramas.

Vale a pena pensar nas nossas origens... descobrimos verdadeiras maravilhas.

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