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Faina da Pesca
foto Faina da Pesca

 

 

 

 

 

 

A Faina da Pesca na Praia é muito característica e vale a pena esperar para vê-la. Os barcos, que são arrastões, têm boas dimensões e um aspecto um tanto desconjuntado, "obra de lavradores que resolveram um dia ir à sardinha?, como brinca Raul Brandão. Mas é ele que também nos explica que esse aspecto é resultado de uma engenharia antiga, empírica e eficiente. A forma côncava tem o comprimento entre duas ondas, e a quilha está estudada para passar directamente da areia para a água.
Efectivamente, o barco utilizado tem a forma de meia-lua, levantado na proa e na popa para se manter ao de cima logo que entra na água e se adaptar perfeitamente ao espaço que existe entre vagas.
No início do séc.XX os barcos levavam 30 a 40 homens que se distribuíam pelos seus quatros remos e demais posições, sendo a do  arrrais a mais importante. As redes mediam entre 200 e 300 metros e eram puxadas pelos próprios homens através de cintos de cabedal que transportavam aos ombros, era de facto uma actividade esgotante, e para facilitar este meio de vida evidentemente díficil, introduziu-se a utilização de animais - as juntas de bois.
A partir do momento em que se introduziram os animais na faina, deu-se uma grande transformação a vários níveis, foi possível aumentar o tamanho das redes para cerca do triplo, medindo a partir de então próximo dos 700 metros. Estas redes designam-se de xávegas, são redes de arrasto constituídas por dois enormes panos de rede de malha larga a que chamam de mangas e por um saco de rede de malha mais apertada e de fio mais grosso. O barco media 15 metros e possuía quatro grandes remos, passou a medir 12 metros e a ter apenas dois remos.



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