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Caretos da Lagoa
foto Caretos da Lagoa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Da Lagoa de Mira chegam, aos dias de hoje, heranças com conteúdo cultural e histórico marcante e cuja origem se perde nas brumas dos tempos.
Os Caretos da Lagoa, sobejamente conhecidos de todos os Mirenses, atemorizantes dos mais novos e espicaçadores da pacatez das nossas terras, são originais e importantes figuras carnavalescas que marcam a identidade cultural local. Num alarido de gritos e chocalhadas, entendem com tudo e todos, e quem, na soleira da porta, espera pelos passantes em dias de entrudo, tem que procurar refugio nalgum esconderijo. Antigamente era vulgar agarrarem as "cachopas? desprevenidas, procurando levantar  ligeiramente as compridas saias que estas usavam, o que se designava de "tirar o fófó?.
 

Indumentaria - O branco puro e o vermelho pecado...

Saia vermelha e camisa branca. Sob a saia um avental também ele branco, por vezes ornamentado com algumas tiras coloridas.
A tiracolo duas faixas onde surgem pendurados chocalhos e campainhas.
Sobre a cabeça a "campina" (nome dado à máscara), onde sobressaem os enormes chifres (os mais vulgares de carneiro ou cabra).
Ainda na campina uma enorme arcada, pintada a gosto do careto, sempre de cores vivas, e onde surgem molhos de fitas multicolores...

Quanto mais feias, mais bonitas!
 
"Vestidos com solenidade e certa magnificência, apareciam de surpresa (...) em corrida galopante, sempre com uma identidade desconhecida. O seu traje era esmerado e cuidadosamente dispostas as peças que o compunham. O típico era um conjunto no qual a máscara sobre o rosto (...) era encimada por uma alta cobertura de forma cónica, feita em forte cartão vermelho ou tapada em papel desta cor, que assentava na cabeça. Na base esta cobertura era ornamentada de chifres que geralmente se procurava que fossem de carneiro (...). Da extremidade afunilada da cobertura saía geralmente um grande feixe de serpentinas (...). Sobre as costas e o peito cingiam um apertado corpete que podia ser de cor diferente em cada caso, mas trilhava sempre um grosso saiote até abaixo do joelho, cuja cor vermelha era absolutamente característica. (...) O corpete era coberto de pequenos guizos, que também pendiam dos pulsos. Dependurado ao pescoço um chocalho como ornamento e na mão esquerda (...) empunhavam sempre um grosso cajado bem talhado de comprimento de dois metros.?
 
in  artigo de J. Aurélio de Miranda, publicado no
Jornal Voz de Mira de 16 de Maio de 1985



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