escapadinhas
Guarda
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Sé Catedral da Guarda
foto Sé Catedral da Guarda

 

 

 

 

 

 

É o teu símbolo de nobreza e religiosidade, trigueiro monumento à própria pedra que o constrói, empresa levada a cabo só por voluntariedade de granito, a qualidade mais serrana que vinculas aos teus filhos.

Símbolo da tua própria fortaleza e temeridamente, bem te lembras que foi por voto de D. Fernando que se ergeu, quando mandou demolir a Catedral de D. Sancho II por ser fora da muralha e representar para ti permanentemente ameaça. Mas a desventurada guerra com Castela não permitiu ao Formoso cumprir a promessa e foi D. João I quem logo depois do começo do Mosteiro da Batalha, lhe deu fundamento.


A obra andou paralela à da Batalha e foi já no séc. XVI que se findou, tendo como grande impulsionador o requintado bispo D. Vaz Gavião que lhe trouxe como empreiteiros os dois irmãos Henriques, filhos de Mateu Fernandes, e como escultor da fachada o seu factótum Marcos Pires que por todo o lado lá ia deixando pousados na pedra os gaviões do orgulhoso bispo. Lá estão em Santa Cruz de Coimbra e cá os tens pomposamente na fachada, como se a Sé fosse dele e não tua, Guarda.

Mas vamos entrar antes pelo portal norte que é mais belo e de traça anterior, gótico, em ondas de arquivoltas a morrerem em graciosos capitéis, já num repolhudo que não encontramos na belíssima abóbada artesoada quando, ao entrarmos, somos levados quase ao êxtase pela maravilhosa mas austera perspectiva enredada das três naves, que se irrompe na abside, ao encontrar-se com o espectacular retábulo renascentista da Escola Coimbrã, de João de Ruão. É pena que da catedral tenha saído o outro retábulo da mesma escola que vamos encontrar no teu museu, nessa preocupação exagerada que houve de limpar as igrejas dos pretensos excesso.


Encontrava-se na Capela dos Ferros baptizada assim pelas grades que tem e mandada fazer por Luís de Abreu Castelo Branco. Outra capela a admirar é a dos Pinas, de belo portal renascentista requintadamente levantado a lavores e com o túmulo gótico arcaizante de D. João de Pina, magnífica estátua jacente em tormentosa expressão do extertor da morte...
Trifório, absidíolos e a imponência do arco triunfal têm de ser também atentamente admirados.




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