escapadinhas
Aveiro
line
Sé Catedral de Aveiro
foto   Sé Catedral de Aveiro

 

 

 

 

 

Fundada pelo infante D. Pedro em 1423, a Igreja de São Domingos, actual Sé de Aveiro, é uma arquitectura religiosa, construída entre os séculos XV e XVIII, maneirista (capelas laterais), barroca (coro-alto, abobadamentos e arco cruzeiro) e modernista (transepto e capela-mor).

 

Trata-se de uma sé de planta em cruz latina, de nave única com capelas colaterais e cobertura em abóbada de berço, reformada decorativamente no período barroco (púlpitos, retábulos e coro-alto) e estruturalmente no século XX com a feitura de um novo transepto e capela-mor.

Sublinhe-se que, embora actualmente a antiga Igreja de S. Domingos seja uma amálgama de estilos artísticos, a reforma estrutural da segunda metade do século XVI, a que se mantém fiel ao nível do alçado da nave, obriga a considerar o grosso do edifício como tardo-maneirista, destacando-se as suas seis capelas laterais. Saliência ainda para o retábulo-mor, de estilo rococó, e para o campanário interior, gótico.

Ainda no século XV, após a fundação, a igreja dispunha já de um campanário original, integrado no actual transepto. A data de 1551 aparece no arco tumular de D. Catarina de Ataíde, que se encontraria, originariamente, na capela-mor do templo. Entre os séculos XVI e XVII, reconstruíram-se as capelas laterais. No século XVI II, verificou-se a remodelação da fachada e amplas reformas no interior, designadamente a nível do coro-alto, entrada tripartida, aberturas dos vãos ovalados, arco cruzeiro e abobadamento. Em 186o, edificou-se a actual torre sineira.

A planta do edifício é longitudinal, composta por nave única, precedida por galilé, com capelas laterais intercomunicantes, amplo transepto e capela-mor moderna. Os volumes são articulados sem clara coincidência exterior e as coberturas diferenciadas, em telhado de duas águas.

A fachada é esguia e rectangular. Nela se inscrevem, no interior das duplas pilastras colossais rematadas por fogaréus, dois vãos rectangulares. Ao centro tem portal único composto por um sistema de duplas colunas torsas, com terço inferior decorado em losangos, assentes em pedestais decorados, com entablamento pronunciado e coroado por arranque semicircular interrompido e nicho em forma de concha, com emblemática e estatuária.

Ao centro, dispõe de um vão ovalado e coroamento restringido ao corpo central, com rosácea lavrada, ladeada por enrolamentos em forma de aletas, suportando cruz assente em imposta. No interior, existe uma ampla galilé convexa, com duas capelas laterais, tendo a da esquerda arcossólio cerrado e retábulo pétreo com tábuas pintadas e grupo escultórico, à direita fragmento do cruzeiro, e ao centro lambril de azulejos.

Destaque para a capela-mor, que tem um cadeiral de dois lanços, com dois andares de madeira exótica com espaldares pintados - composto por 38 cadeiras e 22 telas de santos dominicanos do século XVIII. Sublinhe-se ainda a cabeceira, com retábulo em talha dourada polícroma e com coroamento que extravasa o nicho rectangular em que se inscreve.

In "Portugal Eterno",2002




line
line

topo
o que procura
onde
sombra
pesquisa
sombra
sombra

sombra


sombra